quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A vida lá fora, me chama!


Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!”

A gente bem que podia combinar, né?!!



Me deu um vontade louca de esquecer tudo de ruim que aconteceu entre a gente e recomeçar. Minhas amigas me chamam de louca. Aliás, algumas até acham legal porque você tem aquele seu jeitinho-simpático-de-conquistar a todos, como conquistou a mim. Mas será que com todos você faz o mesmo? Cansei de contar as dezenas de vezes que você disse que ia ligar e sumiu. Perdi as contas das vezes que você disse que ia vim aqui pra a gente ficar a tarde inteira abraçadinhos embaixo de um edredom, comendo pipoca e assistindo um filme e você me deixou plantada te esperando. Deixa eu voltar a falar dessa vontade louca. Essa vontade me dá quando , de repente, lembro das vezes que você veio, que você me ligou. Lembro daquele seu olhar de menino-fofo quando me viu chorando no final de "Um amor pra recordar" e me encheu de carinho. Minhas amigas falam que eu devo ser bipolar. Um dia te quero, no outro te odeio! Devo ser mesmo. Mas isso tudo é culpa sua. Culpa sua de só fazer o que promete de vez em quando. Vai ver você também deve ser bipolar. A gente bem que podia combinar, né? Se amar no mesmo dia e se odiar também... Quem sabe assim ia ficar mais fácil e eu não ia ter que comer um pacote de pipoca inteiro sozinha depois de te esperar. Quem sabe assim eu ia sair pra me divertir e não ia receber uma mensagem sua no meio da noite dizendo que me ama. E o pior de tudo, é que quando tomo coragem pra conversar com você parece que eu escolho justamente o dia que você tá me amando. É tanto carinho, tanto beijinho, que não tem como falar tudo o que decorei horas na frente do espelho ("Você tá me fazendo mal, ok? não quero mais você na minha vida! some!"). Ao contrário disso resolvo dizer que te chamei só porque estava com saudade. Aliás, acho que hoje é meu dia te de amar e você não. Você disse que tava chegando por aqui há mais ou menos 2 horas...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Chega de você sempre!



"Ainda me sinto tão sua. Talvez por um passado que teima em querer sempre continuar no presente, talvez pela forma como tudo acabou, talvez pelas vezes que você decide brincar-que-gosta-de-mim. Talvez. Mas o que não dá mais é pra viver pela metade, viver de suposições. Te amar mais ou menos e te odiar também. Te querer aqui, agora ou sentir náuseas só de imaginar aquele teu cheiro. Preciso começar a ser completa em tudo o que faço, preciso parar de achar defeito em todos os caras que olham para mim só porque ele não é você. Ser completa na vida. Chega de você sempre! Chega de ser sempre você! Vou deixar de procurar alguém pra te repor porque assim eu só ia lembrar mais ainda. Preciso aprender a ditar as regras do jogo, dá uma pausa nesse veneno que você injetou em mim e deixar de me sentir sempre culpada pelo nosso fim. É fim e pronto, de quem é a culpa já não importa mais! E seguir... Viajar, sair, curtir, beber, dançar... encontrar alguém, simplesmente alguém que me faça feliz, sem precisar ficar comparando. Dá vontade de gritar bem alto pra você me deixar em paz e sair da minha cabeça, dá vontade de parar de escrever isso aqui tudo e sair correndo pra viver, é isso, viver! Pôr em prática todo esses "auto conselhos" e pronto, ser feliz. Ah, se fosse fácil assim. É que sempre que penso em ser feliz, você me vem a cabeça."

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te : "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
.
Fernando Pessoa

É preciso parar pra saber começar.


Se sabemos aonde vai dar, por que ir em frente? Difícil. Ou pode parecer simples, não sei. Mas para começar é preciso, primeiramente, saber terminar. Deixar de lado tudo que faz mal, tudo que inflama e faz sangrar. Deixar de lado o que não faz diferença e passar a se importar com o que realmente importa. Não estou dizendo pra você não ir. Vá. Eu também vou. Mas se sabemos que vai doer, por que não parar? Eu prefiro, hoje, ficar na dúvida do que teria sido se eu não tivesse desligado, do que sofrer e ficar com o orgulho ferido. A verdade é que, aqui, nada é fácil. Nem tudo sai como queremos. Nem tudo sai como planejamos. O mais difícil é aceitar essa consequência. Aceitar que você ama sozinha. Aceitar que você dar sem receber. Aceitar sua rebeldia que não some. Se aceitar. Por isso, termine. E renasça. Arrependa-se. Arrisque. Jogue-se. Mas não esqueça de terminar. Sempre termine. Termine com si mesmo. Termine com aquele amor não-correspondido. Termine com pessoas que não se importam com você. Termine com a saudade que te faz chorar. Termine com a lembrança que não te deixa dormir. Termine com a culpa. Termine. Desligue. Descanse. Renove-se. Pare de se culpar. A culpa nem sempre é sua. A culpa nem sempre é minha. A culpa nem sempre é dele. Liberte-se. Esqueça a falta de fé e a maquiagem borrada. Hora de recomeçar. Hora de viver o agora sem pensar no ontem. Eu estou cansada de tanto ontem, de tanto tempo, de tanto esperar. Termine com o ontem. Termine com o tempo. Termine com o verbo esperar que insiste em aparecer na sua vida. Não espere. Mas, por favor, antes de ir, termine. É preciso terminar pra se sair melhor do lado de lá. É preciso se perdoar pra aprender a se ajustar. É preciso parar pra saber começar.

domingo, 12 de setembro de 2010

"Agosto e Vai Passar."

'Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro- e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco.
(...) Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir,dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus,fica a suspeita de sinistros angúrios , premonições.
Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade.
(...) Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. (...)
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. emoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês.
Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto.
Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire , a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas- coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto,digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.'


[Caio F.]


Grande Caio F.A