sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nem dá para colocar outra coisa no lugar.


Um buraco no meio do peito, que não pode ser fechado. Nem dá para colocar outra coisa no lugar. É um espaço insubstituível, que só quem tem um sabe qual é a dor de tê-lo. Não importa o que se faça; ele pode ser aliviado, mas sempre vai estar ali. Porque amor de verdade nunca muda, não importa por quem seja. Quem perdeu alguém sabe o que é esse sentimento de esperar, mesmo sabendo que não vai voltar.

Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora!


E recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam - e queimar também destrói.

(Caio Fernando Abreu).


Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se nao estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia... Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora!




Deu vontade de ficar mais tempo junto, deu vontade de levar essa história até o fim – e eu não tenho a menor idéia do que você pensa a respeito, a gente não conversa sobre isso, só fica fazendo uma linha nada-tem-muita-importância, ou algo assim.

- Caio Fernando Abreu.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aprendi que o amor é feito de liberdade.



Quando nasce um amor novo, é difícil resistir à tentação de alimentá-lo só com a presença. Mas é preciso deixar o amor respirar. Se você colocar uma flor bem bonita dentro de uma redoma, com medo que o vento e o tempo levem sua beleza, manterá por muito pouco tempo o que dela é bonito.

O que eu aprendi sobre o amor, é que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar.

Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.

Dessas pequenas vitórias se faz a alegria de amar e ser amado. Descobrir no olhar do outro que você foi escolhido de novo. E de novo, mais uma vez.

Também aprendi que o amor interrompido em seu auge permanece bonito para sempre. O que pode ser muito doído ou pode ser um presente. Depende de como a gente quer guardar. Depende de como a gente quer seguir.

O amor é feito de falta também. Mas aí mora um perigo: adorar mais a falta que o próprio amor. Posso cometer esse erro diante de quem amo ou diante da própria falta. E aí quem passa a faltar sou eu mesma. O amor é feito de falta, mas não sobrevive sem a presença. O amor é feito de hoje.

(...)

O que aprendi sobre o amor é que ele deve estar sempre distraído. Mas quando falta o objeto do amor é o contrário: melhor não se distrair nunca.

O que aprendi sobre o amor - e isso aprendi sobre o amor a mim mesma - é que ele exige de mim, todos os dias, um esforço. Um exercício diário do qual não posso abrir mão.

É como estar num mar profundo, sem barco ou bóia. Não posso simplesmente boiar. Posso relaxar um pouco, mas logo retomo o nado. Não posso boiar, não posso, não posso. A onda pode me levar.

Valdeline Barros

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Coisa mais linda!!!




“Mas quero te contar umas coisas.
Mesmo que a gente não se veja mais.
Penso em você, penso em você com força e carinho.”

(Caio F.)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Só deixamos de amar uma pessoa...


Sempre te amei, na verdade acho que me acomodei em te amar, sabe quando a gente faz de tudo, põe defeitos nas novas pessoas que estão aparecendo só para o amor que sentimos não sumir? Pois é, eu colocava defeito em todas, não queria deixar de te amar, mas ai apareceu uma pessoa que me tocou profundamente, e eu senti medo – o que sentia por ti já estava se modificando, sumindo – e percebi que só deixamos de amar uma pessoa quando somos tocados profundamente por outra.

Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram (...)

"Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta.
Já doeu uma vez."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dessa vez, com você, eu queria que desse certo.



Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você gostasse e cuidasse de mim como disse ontem à noite que cuidará. Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga não estraga não estraga. Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece no olho mágico da minha porta. Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.

sábado, 16 de outubro de 2010

Saudade...


SAUDADE...

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade.

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas, o que mais dói é a saudade.


MAS, A SAUDADE MAIS DOLORIDA, É A SAUDADE DE QUEM SE AMA.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o escritório e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

NÃO SABER MAIS SE ELA CONTINUA FUNGANDO NUM AMBIENTE MAIS FRIO.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa o mesmo perfume.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de querer emagrecer,
se ela tem assistido as aulas da faculdade,
se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,

SE ELE CONTINUA PREFERINDO SKOL, SE ELA CONTINUA PREFERINDO SUCO DE UVA,

SE ELE CONTINUA SORRINDO COM AQUELES OLHINHOS APERTADOS,

se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua assistindo CQC e "Richard",
se ela continua detestando o abacate,

se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

SAUDADE É NÃO SABER MESMO! NÃO SABER O QUE FAZER COM OS DIAS QUE FICARAM MAIS COMPRIDOS, NÃO SABER COMO ENCONTRAR TAREFAS QUE LHE CESSEM O PENSAMENTO, NÃO SABER COMO FREAR AS LÁGRIMAS DIANTE DE UMA MÚSICA, NÃO SABER COMO VENCER A DOR DE UM SILÊNCIO QUE NADA PREENCHE.

Saudade é não querer saber se ele está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.